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Evo inaugura programa de pós-alfabetização na Bolívia


• ORURO, Bolívia. — O presidente Evo Morales fez uma chamamento no domingo, 22 de março, para recuperar a identidade do povo boliviano como melhor via para descolonizar à nação sul-americana, ao inaugurar o programa de pós-alfabetização na localidade de Chipaya, no altiplano, a 388 quilômetros a sul de La Paz.

Segundo a PL, o presidente lembrou que o plano é consequência da nova Constituição Política do Estado, vigente desde fevereiro último.

Morales agradeceu a cooperação de Cuba e da Venezuela e também de organismos internacionais como a Unesco, para dar-lhe continuidade com o método Sim, eu posso continuar à declaração da Bolívia em dezembro de 2008 como território livre de analfabetismo.

Na cerimônia, o diretor do programa de pós-alfabetização, Benito Ayma, explicou que a nova campanha contra o desconhecimento pretende levar o nível primário aos cidadãos,como ponto de partida de metas mais ambiciosas.

Fonte: Granma Internacional

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Evo Morales promulga nova Constituição da Bolívia

''Missão cumprida. Para voltar a fundar uma Bolívia unida'', proclamou Morales, ao declarar promulgada uma Carta Magna que, pela primeira vez na história do país, foi aprovada com o voto popular no referendo realizado em 25 de janeiro.

Em um grande ato realizado na cidade de El Alto, o presidente indígena, funcionários de seu governo, as Forças Armadas e os milhares de bolivianos reunidos no local formularam um juramento coletivo para ''respeitar e fazer respeitar'' a nova Constituição.

De acordo com Morales, a Carta Magna foi inspirada na ''permanente luta pela libertação'' que desde os tempos da colônia espanhola empreenderam os povos indígenas, os movimentos sociais e os patriotas bolivianos em defesa ''da vida, da justiça e da soberania''.

''É impressionante o que estamos fazendo: da rebelião de nossos antepassados à revolução democrática e cultural. Há uma nova Bolívia, com a reconciliação entre milenares e contemporâneos'', destacou o presidente.
Com a promulgação da Carta Magna, Morales pôs hoje em vigor um modelo de Estado multinacional e unitário, de economia social e que, destacou, ''protege por igual todos os bolivianos''.

No entanto, lembrou que, ''após tantas adversidades e humilhações'', o texto consagra ainda ''as aspirações mais profundas dos setores mais abandonados'' no país, como o caso de indígenas e trabalhadores.
Após um discurso carregado de referências históricas com o qual quis prestar homenagem aos heróis da luta indígena e social da Bolívia, Morales fez pediu a união de todos os setores do país para implementar a nova Constituição.


No dia 25 de janeiro, 61,4% dos bolivianos apoiaram em referendo esta Carta Magna que constitui o eixo do processo de mudança impulsionado por Morales desde que chegou à Presidência do país, há três anos.


A rejeição ao texto se concentrou majoritariamente nas regiões autonomistas de Santa Cruz, Beni e Tarija, todas governadas por opositores de direita, assim como em Pando, regida por um governador regional militar após a prisão do governante anterior por sua suposta responsabilidade por um massacre ocorrido em setembro.
Depois da promulgação, uma das primeiras medidas de Morales para a implantação da nova Carta Magna será a reestruturação de seu Governo para adequá-lo ao texto já vigente.

A nova Constituição da Bolívia incorpora a formação de autonomias em três níveis, incluindo a indígena, destaca o papel do Estado e permite a reeleição presidencial uma vez.

Seguem abaixo seus artigos mais importantes:

- PRINCÍPIOS E VALORES DO ESTADO: O Estado assume e promove os princípios quechua "ama qhilla, ama llulla, ama suwa" (não ser preguiçoso, não ser mentiroso, não ser ladrão), o aymara "suma qamaña" (viver bem) e o guarani "ñandereko" (vida harmoniosa).

- O ESTADO: A Bolívia se constitui em um Estado Unitário Social de Direito Plurinacional Comunitário, livre, independente, soberano, democrático, intercultural, descentralizado e com autonomias.

- OS BOLIVIANOS: A nação boliviana é composta de nações e povos indígenas e de comunidades interculturais e afro-bolivianas.

- RELIGIÃO: O Estado respeita e garante a liberdade de religião e de crenças espirituais, de acordo com suas cosmovisões. O Estado é independente da religião.

- PROPRIEDADE PRIVADA: Garante-se a propriedade privada individual, ou coletiva, sempre que essa cumprir uma função social.

- CONTROLE SOCIAL: O povo organizado participará da elaboração de políticas públicas e exercerá controle sobre a gestão pública em todos os níveis do Estado.

- AUTONOMIA DEPARTAMENTAL: O governo autônomo departamental é constituído por uma Assembléia Departamental, com faculdade deliberativa, fiscalizadora e legislativa departamental.

- AUTONOMIA INDÍGENA: A autonomia indígena consiste no autogoverno como exercício da livre determinação das nações e dos povos indígenas nativos camponeses, cuja população compartilha território, cultura, história, línguas e organização, ou instituições jurídicas, políticas, sociais e econômicas próprias.

- ECONOMIA: O modelo econômico boliviano é composto pelas economias comunitária, estatal, privada e social cooperativa e não se permitirá o acúmulo privado de poder econômico em um grau tal que ponha a soberania econômica do Estado em risco.

- RECURSOS NATURAIS: O Estado assume o controle e a direção sobre a exploração, industrialização, transporte e comercialização dos recursos naturais estratégicos.

- HIDROCARBONETOS: Os hidrocarbonetos são de propriedade inalienável e imprescritível do povo boliviano.

- REELEIÇÃO: Reconhece a reeleição de presidente e vice-presidente por uma única vez de maneira contínua.


Fonte: EFE

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Bolívia rompe relações diplomáticas com Israel

LA PAZ (Reuters) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou na quarta-feira o rompimento de relações diplomáticas com Israel por causa dos ataques à Faixa de Gaza,

"Frente a estes graves fatos de atentado à vida e à humanidade, a Bolívia rompe relações diplomáticas com Israel," disse Morales em discurso

"Não é possível que, como comunidade internacional, possamos permitir que haja este genocídio na Palestina", afirmou Morales sobre os ataques na Faixa de Gaza.

Ele sugeriu que o Tribunal Penal Internacional "julgue os principais responsáveis por este massacre que já custou mais de mil vidas, um terço delas de meninos e meninas". Afirmou que o primeiro-ministro Ehud Olmert e seu gabinete deveriam ser réus no processo.

Morales também criticou o Conselho de Segurança, a que chamou de "Conselho de Insegurança", por sua demora e ineficiência em reagir à crise.

O presidente anunciou, finalmente, que solicitará a cassação do Prêmio Nobel da Paz concedido em 1994 ao hoje presidente de Israel, Shimon Peres, que segundo ele "não fez nada" para impedir o "massacre" em Gaza.

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Governo boliviano vive sob o fogo cruzado da direita

O governo do Movimento ao Socialismo (MAS) impulsiona transformações políticas, econômicas e sociais que tropeçam com a agressividade da direita boliviana, que recebe o respaldo de influentes fatores internos e externos. Desde setores radicais da oposição chegam permanentes ataques contra a Revolução e o fazem sobre qüestões sensíveis para a cidadania, advertiu o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana.

Numa entrevista concedida para a Prensa Latina, Quintana denunciou falsas acusações de corrupção e manipulações em torno dos temas do fornecimento de combustíveis e o combate ao narcotráfico.
Também buscam nos enfrentar a Igreja e aos meios em massa de comunicação, precisou.
Segundo o titular, tais ações são apenas a cara visível de uma descomunal campanha.
Hoje em dia a direita utiliza esses temas para desacreditar ao governo e aos seus líderes, mostrando-os ante a opinião pública como entes autoritários, carentes de transparência e descumpridores de promessas, expôs.
A refundação boliviana lançada pelo MAS tem atualmente seu pilar numa nova mas assediada Constituição Política do Estado, sujeita a referendo no próximo 25 de janeiro.
Um texto garante do respeito dos direitos humanos e as autonomias departamentais, defensor de um Estado multinacional sem exclusões e promotor do acesso aos serviços básicos constitui a aposta do presidente Evo Morales, apoiada pela imensa maioria da população.
Trabalhamos de maneira incansável e com múltiplas estratégias para socializar as virtudes do projeto, explicou Quintana.
Isso significa -apontou- ter em conta as particularidades da cada lugar e tratar de vincular a Lei Suprema com as expectativas de mudança das pessoas.
De acordo com o ministro da Presidência, a nova carta magna encontra uma forte rejeição da oposição respaldada por entidades não governamentais financiadas dos Estados Unidos.
Organizações como a Agência estadunidense para o Desenvolvimento Internacional, conhecida por suas siglas em inglês USAID, chegam a remotos lugares de nossa geografia em função de semear instabilidade e confusão, fustigou.
Quintana expressou que a presença desses agrupamentos estrangeiros é maior no oriente, onde a direita é mais ativa e violenta.
A cumplicidade estrangeira chegou de Washington, postura que obrigou ao presidente a expulsar ao embaixador norte-americano em La Paz, Philip Goldberg, e à Agência Antidrogas desse país.
Outro fator acompanhante nos ataques dos inimigos das transformações sociais é a confabulação de alguns jornais, emissoras de rádio e canais de televisão, disse à Prensa Latina.
Segundo o titular, ditos meios com freqüência dão a impressão de ser um partido político, amparados -alegou- na liberdade de expressão vigente na Bolívia.
Na últimas semanas, portadas como “Evo negociou luz verde com os contrabandistas” e outras dirigidas a desacreditar ao MAS inundaram os jornais locais.
A campanha é de desgaste, a médio e longo prazos, alertou o servidor público, considerado um dos homens de confiança de Morales.
Para o ministro, primeiro buscam debilitar os resultados da consulta, mas admitem a iminente derrota nas urnas e portanto têm ademais os olhos nas eleições gerais de 2009, que ocorrerão se o Sim ganhar no referendo.
Apesar de tantas agressões nos mantemos firmes, analisando respostas e uma contra-ofensiva, adiantou.
De acordo com Quintana, há otimismo no triunfo da nova Constituição e em futuras batalhas.
Contamos com o povo e sua capacidade de resistir os embates opositores, afirmou.

Fonte: Prensa Latina

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Uma prova de fogo para a Bolívia

Enquanto nosso povo desfruta com júbilo neste 1º de Maio, Dia dos Trabalhadores, o ano em que se completará meio século da Revolução e 70 anos da criação da CTC (Central de Trabalhadores de Cuba), a República irmã da Bolívia, dedicada a preservar a saúde, educar e garantir a segurança de seu povo, encontra-se a dias, talvez horas, de acontecimentos dramáticos.
Por Fidel Castro Ruz, no Granma*

Enquanto de todas as partes do mundo chegam notícias horripilantes sobre a escassez e carestia dos alimentos, o preço da energia, as mudanças climáticas e a inflação, problemas que pela primeira vez se apresentam em conjunto como questões vitais, o imperialismo se empenha em desintegrar a Bolívia, em submete-la a um trabalho alienante e à fome.Quatro dos departamentos economicamente mais fortes desse país, com os oligarcas de Santa Cruz na vanguarda, aspiram declarar-se independentes e projetaram, com apoio do império, seu programa de consultas populares,. Os meios de comunicação de massas prepararam o terreno e a opinião dos votantes com todo tipo de ilusões e enganos.As forças armadas, em virtude de suas funções históricas em um país agredido, despojado do mar e de outros recursos vitais, não desejam a desintegração da Bolívia. Mas o plano ianque, perfidamente concebido, é usar alguns setores militares antipatrióticos para se livrar de Evo (Morales) a pretexto da unidade, que seria meramente formal caso as transnacionais se apropriem dos ramos produtivos básicos. O lema do imperialismo é castigar e descartar Evo.É chegado o momento da denúncia e da verdade.Por não se ter previsto ou meditado sobre os fatores que conduziam a uma profunda crise internacional, o grito que parece ecoar em muitas partes do mundo parece ser: salve-se quem puder!Para os povos e governos da América latina ser'a uma prova de fogo. Para nossos médicos e educadores, qualquer coisa que aconteça no país onde realizam seu nobre e pacífico trabalho também o será. Em situações de perigo, eles não abandonarão seus pacientes e alunos.

Fonte: http://www.prensa-latina.cu/

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© 2008 Por Giovane D. Zuanazzi , Douglas T. Finger