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Manifesto do movimento "Da Unidade Vai Nascer a Novidade" - Um chamado ao movimento estudantil

"Pode chegar
Que a festa vai
É começar agora
E é prá chegar quem quiser
Deixe a tristeza prá lá
E traga o seu coração
Sua presença de irmão
Nós precisamos
De você nesse cordão..."
(Gonzaguinha)


O movimento estudantil brasileiro celebrou, nos anos de 2007 e 2008, uma sólida unidade a partir da qual a UNE pode protagonizar grandes campanhas e conquistar importantes vitórias, que são patrimônio de todos os estudantes brasileiros. Dois marcos históricos foram simbólicos desse momento: quando, em 1º de fevereiro daquele ano, reconquistamos o terreno que a ditadura nos tirou, e no 50º Congresso da UNE, quando milhares de estudantes debateram propostas para a educação e para o país e elegeram, a partir de uma ampla unidade, a nova diretoria da entidade. Um novo capítulo se abria, então, na história da UNE. Uma fase que nos exigiria maior maturidade, pois a unidade programática que forjávamos não se baseava simplesmente em composições, em espaços ou fóruns do movimento, mas, sim e fundamentalmente, era consolidada no cotidiano das lutas estudantis.

Era de conhecimento de todos que o momento político exigia também uma capacidade ímpar de apresentar formulações e proposições capazes de superar os desafios para mudarmos a cara da universidade brasileira e contribuirmos para o aprofundamento das mudanças em curso no país. Ao contrário do que alguns apontam por aí, essa tática não significa um adesismo a este ou a qualquer outro governo ou força externa ao movimento estudantil, mas consiste no caminho correto para materializar em conquistas concretas as bandeiras históricas da UNE.

Provas do êxito de nossas lutas, aconteceram mudanças profundas na universidade brasileira: a pauta deixou de ser apenas por mais financiamento para incorporarmos também a discussão do acesso e da permanência, da qualidade e da referência social, da garantia de mais direitos e conquistas para os estudantes. Avanços concretos, como a ampliação das vagas nas universidades públicas federais, o ProUni, o combate à lógica privatista da educação e o reconhecimento do dever do Estado em reparar as atrocidades cometidas contra o movimento estudantil pela ditadura militar foram atingidos.

Essa é a marca do último período - nunca uma gestão da UNE conquistou tanto e, talvez, nunca se exigiu tanto de uma diretoria da entidade. O estrato político do amadurecimento de quem esteve a frente deste processo esteve expresso no Projeto de Reforma Universitária da UNE, aprovado pela imensa maioria dos CAs e DAs presentes ao 12º Coneb.

Mas ainda será necessário muito mais. As conquistas devem aumentar nossa motivação e capacidade de mobilização. Para isto, um novo Congresso da UNE se aproxima e, com ele, faz-se necessário vislumbrarmos novos desafios para os estudantes brasileiros.

"Vamos levar o samba com união
No pique de uma escola campeã..."

Uma unidade programática não pode, de forma alguma, desconstituir a identidade de cada movimento e corrente política que a compõe. Aliás, a unidade consegue ser mais sólida e duradoura quando serve ao crescimento da representatividade de todos os que dela participam. Em última instância, o crescimento e o enraizamento desse conjunto de correntes é o que faz a UNE forte, unitária, coesa e presente em cada universidade.

Temos nome e independência. Somos diferentes. Mas, principalmente, somos capazes de reconhecer fortes elementos de convergência, que são razões para a ação comum. Talvez o elo central a unir nossas forças políticas no próximo período seja a disputa que se avizinha, em 2010. Mais do que uma eleição, tal evento será o desfecho de uma disputa política pelos rumos de nosso país – será a luta entre os que defendem os interesses do povo e a soberania da nação contra as forças neoliberais, representantes da banca internacional e defensores da submissão do país aos ditames das grandes potências capitalistas.

Nosso campo é o que busca criar as condições para enfrentar as dificuldades impostas pela crise capitalista e impulsionar as mudanças iniciadas em nosso país a partir da eleição de 2002. Para tanto, é fundamental não pulverizarmos esforços e mantermos a unidade para enfrentar os verdadeiros inimigos.

É neste contexto que a UNE se prepara para eleger uma nova diretoria. Acreditamos que tal realidade política deve estar presente nos debates do Congresso e refletida na próxima diretoria da entidade, buscando aglutinar as forças que compartilham dessas idéias - notadamente as juventudes do recém lançado Partido Pátria Livre (antigo MR-8), do Partido dos Trabalhadores, do Partido Democrático Trabalhista, do Partido Socialista Brasileiro, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro e outras - num mesmo campo político.

Nesse momento, a nossa responsabilidade é apontar caminhos para que nossa entidade possa influir na realidade política do Brasil, contribuindo para impedir retrocessos e ajudando a estimular o ciclo de desenvolvimento aberto nos últimos anos.



No fundamental, esse desejo é coletivo e está expresso nas propostas levantadas por cada corrente que compõe a UNE. O momento, portanto, cobra maturidade. Exige capacidade para cimentar e ampliar nossa aliança, para renovar nossas lutas. A responsabilidade primeira para atingir tais objetivos é nossa e pretendemos cumpri-la exercitando a grande política – que exige a humildade para ouvir e assimilar opiniões, mas também a firmeza para superar dificuldades e apontar caminhos.

Caminhos que possam reafirmar a luta do movimento estudantil até aqui e, principalmente, dar um salto de qualidade capaz de materializar nossos ideais de transformação da educação e da realidade do país.

Movimento "Da Unidade Vai Nascer a Novidade"
Rumo ao 51º Congresso da UNE


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Plenária da UJS em Salvador define rumos para o primeiro semestre de 2009

Plenária da UJS em Salvador define rumos para o primeiro semestre de 2009

Nessa sexta-feira (23) na Escola Parque e no ICEA em Salvador, locais do alojamento dos estudantes da 6a Bienal da UNE, aconteceu uma plenária com a participação do Diretor de Formação da UJS, Ossi Ferreira; a Presidente da UNE, Lúcia Stumpf e o Diretor Jurídico da entidade, André Tokarski.

Na opinião de Ossi o êxito do CONEB mostra que foi unido um amplo campo de conceitos principalmente no que diz respeito à educação. “Nós nos saímos muito bem e precisamos construir a opinião da UJS para, posteriormente, ter um CONEG da UNE que definirá questões relacionadas ao Congresso da entidade”, afirma.

O 51º Congresso da UNE acontecerá no meio do ano de 2009 e, portanto, é preciso que a UJS construa sua política universitária para o próximo período. Nos dias 20 e 21 será o CONEG da UNE e nos dias 23 e 24 do mesmo mês um encontro do Movimento Universitário da organização irão auxiliar nessa construção.

Para a Presidente da UNE, Lúcia Stumpf, esse CONEB marcou a história da entidade com a participação de sete mil pessoas. Durante o encontro foi aprovada a reforma universitária para ser colocada em pauta na Conferência de Educação.
“Temos que conduzir uma frente em favor da universidade pública, que peça a ampliação do PROUNI, REUNI e fim do vestibular. As avaliações das instituições de ensino devem ser dadas por estudantes e diretores e não por meio de provas”, diz.

Porém a grande marca do 12º CONEB, na opinião da Presidente, é o projeto de reforma universitária que é resultado das lutas educacionais e o acompanhamento referente à questão da meia-entrada que deverá vencer os empresários de cultura, contrários ao tema.

Outro ponto citado por Lúcia é quanto o início das obras da reconstrução da sede da entidade cujo financiamento, em reparo ao ataque à sede da UNE em 1964, está para ser liberado no início do ano.

Fonte: UJS

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UJS prepra Plenária para discutir atividades do primeiro semestre

O ano de 2009 começou e, com isso, a agenda da organização já está repleta de atividades. Exemplo disso é que, durante a Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE), na Bahia, a UJS convocou seus militantes a participarem da Plenária que definirá alguns passos da luta do primeiro semestre. O evento será dia 20, às 9h.

Para o presidente da organização, Marcelo Brito, depois das vitórias de 2008, é preciso construir uma grande Plenária Nacional da UJS. "Os desafios desse novo ano são enormes e precisamos preparar nosso exército para as futuras batalhas, como a grande jornada de lutas, a mobilização para o Congresso da UNE e o fortalecimento da UJS para reeleger o projeto dirigido pelo presidente Lula, em 2010".

O secretário de organização da UJS, Ossi Ferreira, diz que esse será "um semestre carregado, temos que investir e organizar a participação dos estudantes no 51º Congresso da UNE, uma das principais atividades, que exige planejamento desde já", afirma.

As principais pautas que serão discutidas incluem, além da mobilização para o Congresso da UNE, a preparação para a jornada de lutas dos estudantes, que ocorrerá entre 28 de março e 4 de abril, cuja principal bandeira será o anseio por um Sistema Nacional de Educação e pelo fim do vestibular. Além disso, haverá uma discussão sobre algumas mudanças na Direção da entidade.

"Precisamos unir todas as frentes e teremos pautas com relação ao movimento da juventude trabalhadora, movimento hip hop, jovens mulheres, jovens cientistas, além das demais frentes atuantes na nossa organização. É o momento de nos unirmos por um único objetivo" conclui.

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Entrevista com Responsavel pelo ME Universitário da UJS


Em entrevista à página da UJS (www.ujs.org.br) Marcio Cabral, responsavel pelo ME universitário fala do CONEB da UNE...



O que é o movimento ''Da Unidade Vai Nascer a Novidade'', que mensagem que ele procura passar?

Márcio Cabral: O movimento ''Da Unidade Vai Nascer a Novidade'' é inspirado na linda música O Homem falou, composta por Gonzaguinha e depois regravada pela Maria Rita. Acho que esse nome tem tudo a ver com a conjuntura política e aponta perspectivas. Veja só: o neoliberalismo vive uma crise gravíssima que tem origem nos EUA. Quem aponta a saída da crise são justamente os países que têm questionado as políticas neoliberais, as nações em desenvolvimento que não caíram na cantilena de que o mercado se auto-regula e apontam para o enfrentamento aos especuladores, por garantia dos direitos sociais, por geração de empregos e investimentos em políticas sociais. Em última análise, a crise mostra que o neoliberalismo fracassou e nós, que o combatemos, vamos vencer, pois a união dessas nações pode trazer a novidade, um mundo novo. O Brasil e outros países da América Latina estão engajados na construção desse mundo novo.

Qual a correspondência dessa novidade para a educação?

MC: Na educação a palavra chave, a novidade é democracia. A democracia no sentido amplo, que abra a universidade aos interesses da nossa nação e do nosso povo. Teremos em 2010 um Conferência Nacional para construir o Plano Nacional de Educação que vai vigorar de 2011 a 2020, portanto, é um momento de luta política que pode efetivamente trazer uma nova concepção para a universidade. Por isso, o movimento ''Da Unidade Vai Nascer a Novidade'' vai chamar os centros acadêmicos para um grande debate educacional, pautado numa radical ampliação do acesso com garantia de qualidade, com garantia de financiamento público. Queremos pelo menos 50% de vagas no ensino superior gratuito até 2020, entre vagas em universidades públicas e no ProUni. É preciso também resolver o problema da permanência do estudante, para o que propomos a criação de um fundo nacional de assistência estudantil.Também queremos democratizar a estrutura acadêmica, reestruturação curricular e do corpo docente. Queremos paridade de representação, instituição do ciclo básico e fortalecimento da pesquisa e da extensão. E tem mais. É preciso que se regulamente o ensino privado a partir da concepção de que a educação é serviço público, embora nesse caso em regime de concessão. Mas o princípio é atender à necessidade pública. Por isso, o ensino deve ter qualidade, não pode ter capital estrangeiro porque é ofensivo à soberania do país. Tem que ter mensalidade justa e tem que haver punição a quem trata a educação como mercadoria, como aconteceu no absurdo caso do SPC da Educação.


Qual a expectativa para o Coneb?


MC: Temos as melhores expectativas. Do ponto de vista político, o movimento estudantil universitário tem demonstrado força, tanto através das ocupações de reitorias nas universidades públicas, quanto pela maior organização de entidades nas instituições privadas. Além disso, o movimento ''Da Unidade Vai Nascer a Novidade'' pretende fazer uma ampla aliança, a partir de muito debate de propostas, para lutarmos todos por uma universidade capaz de responder aos anseios da sociedade e do país. O Coneb também pode ser compreendido como um início de construção do Congresso da UNE. Por isso, nosso movimento vai dialogar com centro acadêmicos em todo o Brasil, especialmente os organizados nas maiores universidades e nos centros políticos.

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UJS São Paulo lança moção de repudio a 4° Frota



4ª Frota dos EUA é uma afronta aos povos latino-americanos


A Direção Estadual de São Paulo da União da Juventude Socialista – UJS – em reunião no dia 13 de julho desse ano, a primeira após o congresso que a elegeu, discutiu e aprovou essa presente moção em repudio a ação dos EUA de reativar a 4ª Frota de Intervenção para patrulhar as águas da América Latina.
Nosso continente está passando por uma série de experiências que contestam a ação do imperialismo.
A ascensão de forças e personalidades progressistas aos governos de países da região e a derrota dos partidos neoliberais marcam um período promissor na vida dos povos latino-americanos. O eixo central de nossa estratégia de integração é a questão energética, dado que a região é rica em fontes de energia, como petróleo, gás, biomassa, urânio e energia hidroelétrica. A única guerra pela qual nos erguemos é contra a fome, a pobreza e a miséria gerada por muitos anos de dependência ao capital estrangeiro e domínio de setores cujo único interesse foi o enriquecimento de alguns em detrimento da maioria da população. Porém, como os Estados Unidos já não têm voz de comando naquilo que outrora era tido como o seu quintal, eles aumentam sua agressividade.
A história mostra até que ponto os EUA são capazes de ir para fazer valer seus interesses. Na segunda metade do século passado, quando os governos latinos - americanos não atenderam os interesses yankees, esse país apoiou e financiou golpes e regimes autoritários que perseguiram, torturaram e assassinaram diversos combatentes do povo. O imperialismo estadunidense esteve por trás do golpe militar de 1964 no Brasil; a CIA promoveu Pinochet, o assassinato de Salvador Allende e o golpe de 1973 no Chile.
E ainda, recentemente eles ajudaram a organizar o golpe contra Chávez em abril de 2002 e também orientam as ações da elite branca da Bolívia para retalhar o país e derrubar o presidente indígena, Evo Morales.
Um grande exemplo da agressividade desse império está na forma que invadiu o país e saqueia o petróleo do povo iraquiano. Como pretexto disseram que Saddam Hussein tinha acumulado um grande arsenal de armas de destruição de massa e estava financiando o terrorismo no Oriente Médio, mentiras desmascaradas pela história.
Agora a Casa Branca justifica o gesto hostil à América - Latina afirmando que seu objetivo ao reativar a 4ª Frota é combater o narcotráfico e praticar ações humanitárias.
Criada em 1943 para combater submarinos da Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial, a 4ª Frota constitui um poderoso instrumento de guerra. Foi desativada em 1950 porque perdeu o sentido, já que vivemos uma região pacífica.
Seja pelo seu poder bélico ou pela história de agressões aos povos do império norte-americano só uma coisa explica a reativação da 4ª Frota. O que está em jogo são os interesses de frear, através da intimidação militar, o processo de transformação política da região e disputar os recursos naturais e estratégicos dos povos destas latitudes do mundo. Trata-se, então, de uma séria ameaça aos governos progressistas e à soberania nacional dos povos latino-americanos.
É com preocupação, mais também com muita disposição para denunciar e lutar contra o imperialismo que os jovens socialistas de São Paulo apresentam essa moção. Por mais que os capitalistas e imperialistas tentem obscurecer nossos dias a primavera não deixará de chegar. Estamos erguidos para defender as mudanças em curso lutando por passos ainda mais largos rumo a dias onde a juventude e o povo possam desfrutar de paz e liberdade.


São Paulo, 13 de Julho de 2008
Direção Estadual da UJS

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Dias de grandes conquistas










Os últimos dias têm sido marcados por boas notícias para a educação em nosso país: Piso nacional para os professores, fim da incidência da DRU nas verbas da educação, aumento de 133% da produção científica, além da implantação do Reuni que tem ajudado na expansão do ensino superior brasileiro.
Foi aprovada pelo senado a promessa da campanha presidencial de 2006 com relação ao piso salarial nacional de R$ 950,00 para professores do ensino básico. A proposta depende agora de sanção do Presidente Lula, a partir daí os professores que ganharem menos do que o piso receberão um terço da diferença neste ano, outro terço em 2009 e mais um em 2010. A expectativa é que 1,5 milhão de professores sejam beneficiados com a medida.
Essa é uma ação de grande importância para acelerarmos a construção de um projeto de país que dê à educação o tratamento que é devido. Não é possível conceber uma educação de qualidade com salários tão baixos como os que são praticados em várias partes do país. Sabemos também que apenas os aumentos salariais não resolverão por si só a situação calamitosa na qual a educação brasileira se encontra, contudo, afirmamos que estamos, nesse momento, dando um grande passo.
A construção de uma educação pública, gratuita, laica e de qualidade depende, sobretudo da capacidade da sociedade e dos governantes de perceberem que é mais do que necessária a construção de uma profunda reforma do nosso sistema educacional. Uma reforma que elabore métodos pedagógicos eficazes, que possa ampliar ainda mais os investimentos, incentivar e fortalecer a participação da comunidade, investir na formação e na qualificação dos professores e equipar nossas escolas com material capaz de colocar os milhares de jovens em contato com as novas tecnologias.
E para garantir tudo isso ter profissionais bem pagos é fundamental. Um piso salarial dará aos docentes o testemunho do valor que a sociedade confere a sua profissão e representa o início da construção de um processo de valorização do magistério. Nesse sentido nosso objetivo deve ser garantir as condições para construir uma carreira digna para atrair bons profissionais.
Ainda no sentido de garantir mais verbas para a área da educação podemos comemorar o resultado da votação no Senado da Proposta de Emenda a Constituição (PEC) que acaba com incidência da Desvinculação de Receitas da União (DRU) sobre os recursos da educação, o que poderá representar um aumento de sete bilhões no orçamento da educação.
Essa proposta foi aprovada por unanimidade em segundo turno e seguirá agora para a Câmara dos Deputados. A PEC prevê que a desvinculação será gradativa a partir de 2009 e sua suspensão em 2011. Vale lembrar que a DRU é um mecanismo que garante ao governo federal gastar 20% de qualquer arrecadação sem justificar a destinação dos recursos. Ou seja, com a aprovação dessa nova PEC o governo não poderá mais mexer nas verbas destinadas à educação.
Outra boa notícia a ser comemorada é a confirmação do aumento da produção científica aqui no Brasil. Medida em números de artigos publicados em periódicos internacionais, a produção científica brasileira cresceu 133% nos últimos 10 anos.
Dentre os países chamados "em desenvolvimento" o Brasil só não cresceu mais do que a China que por sua vez quadruplicou a publicação de artigos. Com esse resultado o Brasil segue ocupando o 16º lugar em um ranking que lista 233 países. Esse desempenho de 2007 representa mais da metade de toda a produção científica da América Latina.
Por fim podemos falar de vitórias também na luta pela expansão da educação superior. Depois de muitos debates começamos a colher os frutos por ter apoiado e aprovado em várias universidades o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais e a expansão da Rede Federal de Educação Tecnológica.
O Reuni é uma vitória dos que defendem a expo crescimento e a democratização das universidades. Por causa dele foram aprovados, também no Senado Federal, dois Projetos de Lei que criam cerca de 50 mil cargos em Instituições Federais de Educação Profissional Tecnológica e de Ensino Superior. Essas vagas serão abertas ao longo dos próximos três anos e segundo o Ministério da Educação, a criação dos novos cargos visa dar suporte a implementação do Reuni.
Ainda estamos longe de alcançar o modelo educacional que buscamos, contudo, nunca é demais afirmar que os dias de hoje em nada nos lembra a situação vivida por nós antes de 2002.
Não queremos parar por aí. Para que o Brasil possa continuar nesse rumo é preciso que o Governo Lula continue fazendo sua parte. É necessário que faça a sanção do piso nacional do professor, assim como apoiar na Câmara dos Deputados o fim da DRU na educação.


Marcelo Gavião - Presidente Nacional da UJS

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4° Congresso Municipal da UJS





Ocorreu no dia 17 de Maio (sábado), no sindicato dos trabalhadores metalúrgicos.

Mobilizando a juventude para debater questões pertinentes à nossa cidade e realidade, mostrando preocupação quanto às oportunidades e necessidades do jovem caxiense para ser um cidadão ativo nesta grande cidade. Em grupos de debate com aproximadamente uma hora de duração foram apresentados os posicionamentos específicos de diversas frentes, como o Movimento Estudantil Secundarista, Universitário, Movimento Hip-Hop e Jovens Trabalhadores que decidiram quais seriam as propostas e bandeiras a serem levantadas em Caxias.

Houve um debate geral para apresentação de propostas das frentes, todos em consenso acusaram falta de políticas públicas de juventude. Não esquecendo da problemática quanto ao Transporte Público gratuito, democratização da mídia e a luta contra o sucateamento da escola pública que fizeram-se presentes, além de outras, nos grupos de debate.


A direção municipal, atráves de votação foi composta pelos seguintes membros: Douglas T. Finger, Adão Gomes de Araujo Junior, Octávio Reis, Franciele Pereira, André Luiz Reis Elias, Sharon Ramos Vieira, Dalila Mazzarolo Fortes, Suelen Andres, Liange Araujo Busnelo, Frances Hoffman, Fabio Kossmann, Rafael "Drama", Carlo De Bortoli, Roger, Michael F. Susin
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Também vale ressaltar o empenho da galera presente. Além de muita disposição para discutir, fizeram uma participação alegre e descontraída, mostrando a cara da UJS Caxias.

"Se o presente é de luta, o futuro nos pertence"
Che

Obs: Minha primeira postagem no blog, espero que tenha ficado bom por ser a "primeira vez". Para elogios, críticas e sugestões é só clicar no lápis aí embaixo!

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UJS saúda todos os trabalhadores nesse dia 1º de Maio

Como uma grande saudação ao dia do trabalhador, postamos hoje aqui o texto do professor e ex-dirigente da União da Juventude Socialista Saulo Velasco.

Coluna: Histórias de Luta*1º de MaioO dia 1º de Maio é dia do Trabalhador e deve servir para reavivar a memória dos trabalhadores, todo ano, em relação àqueles que morreram para conquistar condições dignas de trabalho. O dia 1º de maio é dia do Trabalhador e não dia do trabalho. A diferença é muito grande, diferença política, não de grafia.O dia 1º de maio é feriado internacional. É dia de luta e luto em vários países do mundo, dia de lembrar dos trabalhadores operários de Chicago que foram assassinados por reivindicar uma jornada de trabalho de 8 horas diárias. Dia de lembrar que os setores privilegiados se utilizam de mecanismos variados para preservar suas benesses.É preciso estarmos constantemente preocupados em preservar nossa memória, a memória social, a nossa história. Nesse caso a necessidade é maior ainda, uma vez que existe, há muito tempo, um movimento deliberado para distorcer essa memória; uma distorção lenta, subliminar, pois executada não só pelos setores mais reacionários da sociedade. Para muitos o Primeiro de Maio é dia de show e de sorteio de prêmios, e durante essa manifestação, ninguém fala de exploração, organização, luta, ninguém fala da história que originou o feriado.As Origens"Declaramos que a limitação da jornada de trabalho é a condição prévia, sem a qual todas as demais aspirações de emancipação sofrerão inevitavelmente um fracasso."Esta frase é de Karl Marx, “pai” do socialismo científico, quando da fundação da Associação Internacional dos Trabalhadores em 1866. Há pelo menos duas décadas os trabalhadores europeus se organizavam e lutavam por reivindicações trabalhistas.As primeiras lutas operárias se desenvolveram na Inglaterra, a partir do início do século 19, primeiro com o movimento Ludista e posteriormente com o movimento cartista, reunindo várias categorias profissionais e transformando a luta por reivindicações econômicas em lutas políticas. Foi nesse contexto que se desenvolveram os primeiros sindicatos e a primeira Federação de Trabalhadores Ingleses.O “cartismo” nasceu em 1837, quando foi redigida a “Carta ao Povo”, documento que continha seis pontos de reivindicação: sufrágio universal, igualdade dos distritos eleitorais, supressão do censo, eleições anuais, voto secreto, pagamento aos deputados do Parlamento.Desde a década de 30 os cartistas fizeram conquistas consideráveis para a classe operária como: 1º lei de proteção ao trabalho infantil (1833), lei de imprensa (1836), reforma do Código Penal (1837), regulamentação do trabalho feminino e infantil (1842), lei de supressão dos direitos sobre os cereais e lei permitindo as associações políticas (1846), lei da jornada de trabalho de 10 horas (1847).Em 1842, auge do movimento foi feita uma petição que exigia o sufrágio universal e a resolução de problemas econômicos. Apesar das três milhões de assinaturas que a acompanhavam, a petição foi recusada pelo Parlamento. Em 1848, organizou-se nova manifestação de apoio à petição, com cinco milhões de assinaturas. Londres foi ocupada pelo exército, que impediu a manifestação. No entanto, até o ano de 1858 vários movimentos grevistas serviram para organizar e dar maior consciência à classe operária inglesa.O ano de 1848 foi importante não só na Inglaterra, mas em vários países do mundo, marcado por uma onda revolucionária conhecida como a “Primavera dos Povos”. Normalmente o movimento de 1848 é apresentado sob a ótica das idéias liberais e nacionalistas, particularmente nas regiões italianas e alemãs. Porém, como justificar então o nome dado ao movimento? Essa situação é bastante desigual nos países europeus. Se, é verdade que o sentimento nacionalista predomina na Alemanha e Itália, e que a burguesia lidera o movimento contra os governos absolutistas, a classe operária, mesmo de forma incipiente faz seu aparecimento de forma independente, com suas próprias reivindicações e formas de organização.Na França a Revolução de 1848 foi um momento de importante ascensão e organização independente da classe operária, seu apogeu ocorreu quando do movimento conhecido como “Comuna de Paris” em 1871, porém não só o movimento operário inglês e francês estavam em ascensão, em outros países europeus e também nos EUA surgiam movimentos de trabalhadores, principalmente imigrantes, que viviam em condições de super-exploração.O 1º de MaioAs origens do 1° de maio se relacionam com a proposta dos trabalhadores organizados na Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) de declarar um dia de luta pelas oito horas de trabalho. Também conhecida como “Primeira internacional”, foi fundada em Londres, sob influência das idéias de Karl Marx. Porém foram os acontecimentos de Chicago, de 1886, que vieram a dar-lhe o seu definitivo significado de dia internacional de luta dos trabalhadores.Nos Estados Unidos a classe operária era formada principalmente por imigrantes europeus, alemães, tchecos, irlandeses e de outras nacionalidades. A exploração do trabalho operário soma-se à exploração do imigrante, daquele que é considerado um não cidadão e, portanto, sem qualquer tipo de direitos. Foram essas condições que estimularam o desenvolvimento do movimento sindical no país. Grande parte dos operários era influenciada pelos ideais socialista ou anarquista.As incipientes organizações operárias passaram a reivindicar dos patrões o respeito à lei, o fim do trabalho infantil e, principalmente, a redução da jornada para oito horas diárias e quatro horas aos domingos. Na segunda metade do século XIX a organização sindical conheceu aumento expressivo e se processou de forma autônoma, independente do Estado e muitas vezes, contra o Estado. A proposta das 8 horas de jornada máxima tornou-se um dos objetivos centrais das lutas operárias, e se tornou o eixo principal de reivindicação dos trabalhadores, tema de maior destaque na imprensa alternativa que se desenvolveu, formando a cultura operária durante décadas em que foi importante fator de mobilização. Ao mesmo tempo a luta pela redução da jornada de trabalho foi responsável por violenta repressão e marcada por prisões e morte de trabalhadores.Apesar da pressão de governo e patrões, foi criada, nos Estados Unidos, em 1885, a Federação dos Sindicatos Operários, comandada por lideranças operárias inspiradas por idéias anarquistas e socialistas. Sua primeira resolução foi convocar uma greve geral em todo o país para o dia 1º de maio de 1886, tendo como eixo à redução da jornada de trabalho. Em diversas cidades dos EUA a paralisação, principalmente na região nordeste, reuniu milhares de trabalhadores e foi acompanhada por comícios, sendo alvo da repressão policial.Em Chicago a adesão à proposta da Federação foi massiva e cerca de 400 mil operários das fábricas cruzaram os braços. Aparentemente surpreendidos patrões e governo deixaram que o movimento transcorresse pacificamente. A repressão se iniciou no dia seguinte e a partir de então foi marcada por fortes conflitos envolvendo a polícia, capangas de empresas e a própria justiça de Estado.No dia 2 de maio, domingo, a polícia entrou em choque com os grevistas numa pequena cidade vizinha de Chicago, deixando um saldo de nove mortos. No dia 3, os grevistas dirigiram-se à fábrica MacCormick, a única indústria da região que funcionava, pois os trabalhadores haviam sido demitidos e substituídos por desempregados fura-greves. Além disso, os empresários haviam contratado 300 agentes da Pinkerton para protegê-la. Os trabalhadores reagiram fazendo comícios do lado de fora dos portões, e mais uma vez houve confronto com a polícia, que disparou, provocando seis mortos e uma centena de feridos.Ao mesmo tempo em que aumentava a repressão, aumentava o vigor da greve a o estado de ânimo dos trabalhadores. Um dos líderes da greve, August Spies, convocou para o dia seguinte, dia 4 de maio, um ato público contra a repressão policial na Praça do Mercado de Feno, centro de Chicago, que reuniu cerca de quinze mil pessoas e foi cercada pela polícia, fortemente armada. Quando o último orador, Samuel Fielden, iniciava seu discurso, o chefe de polícia exigiu que ele descesse do palanque e enquanto discutiam uma bomba explodiu entre os policiais, matando oito homens. A polícia revidou, abrindo fogo e provocando a tragédia: 80 operários foram assassinados e mais de uma centena ficou ferida no massacre de Chicago.A (in) Justiça BurguesaVários manifestantes, mas em especial os lideres da greve e organizadores do comício foram presos. O processo, reconhecido posteriormente como uma grande farsa pela própria justiça estadunidense, voltou-se contra os militantes August Spies, Adolf Fischer, Luis Lingg, Albert Parsons, George Engel, Michael Schwab, Oscar Neebe e Samuel Fielden, sendo que três deles, Spies, Parsons e Fielden, estavam entre os oradores do encontro.A sentença, ditada a 20 de Agosto de 1886, condenou à morte os oito réus, embora posteriormente Schwab e Fielden vissem a pena comutada para prisão perpétua e Neebe para quinze anos de prisão. A execução dos condenados foi marcada para 11 de Novembro de 1887. Na antevéspera, Lingg suicidou-se, numa última tentativa de salvar a vida dos companheiros. Mas as autoridades não recuaram, os quatro ativistas foram executados, enquanto a tropa se encarregava de conter a multidão nas ruas.O crime do Estado americano, idêntico ao de muitos outros Estados, que continuaram durante muitas décadas a reprimir as lutas operárias, inclusive as manifestações de 1° de maio, era produto de sociedades onde os interesses dominantes não necessitavam sequer ser dissimulados. Na época, o Chicago Times afirmava: "A prisão e os trabalhos forçados são a única solução adequada para a questão social", mas outros jornais eram ainda mais explícitos como o New York Tribune: "Estes brutos [os operários] só compreendem a força, uma força que possam recordar durante várias gerações..."Em 1891, a Internacional Socialista decreta que o 1º de maio seja comemorado todo o ano como Dia Internacional dos Trabalhadores.No ano de 1893, a condenação seria anulada e reconhecido o caráter político e persecutório do julgamento, sendo então libertados os réus ainda presos, numa manifestação comum do reconhecimento tardio do terror de Estado.As últimas palavras de Spies, antes do enforcamento, vão estar presentes em todas as lutas operárias do passado, do presente e, com certeza, do futuro: “Adeus, o nosso silêncio será muito mais potente do que as vozes que vocês estrangulam”.A partir daquela data, todo o ano, no mundo inteiro, os trabalhadores concentrarão suas lutas por melhores condições de vida e de trabalho.Viva o 1º de Maio.
* Historiador, professor universitário de Historia e Sociologia.

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Lançamento Te Liga 16 Caxias do Sul



No ultimo dia 15, ocorreu plenária de lançamento do Te Liga 16 Caxias do Sul, no auditório do Bloco H da UCS. A campanha por aqui é organizada pela UJS em parceria com União Caxiense de Estudantes Secundaristas (UCES). O lançamento com a participação de quase 80 estudantes da escola CETEC e com o Grêmio Estudantil do Imigrante representando os estudantes de sua escola.

Representando a UJS, apresentei o ponto que falava sobre a conquista do voto aos 16 anos, uma grande vitória da nossa organização, que através de muitas mobilizações e debates garantiu que essa importante parcela da juventude também pudesse influenciar nos rumos de nosso país.
A também coordenadora do Te Liga Caxias e Diretora de Grêmios da UCES Franciele Pereira, afirmou a importância dos jovens confeccionarem seu titulo e valorizarem mais os
espaços democráticos que foram alcançados graças às muitas lutas do povo brasileiro.

Sempre levando em conta as grandes transformações já protagonizadas pela juventude em nosso país.
O Diretor de Escolas Pagas da UCES Carlo de Bortoli apontou a necessidade dos jovens se organizarem e reivindicarem mais as mudanças que acham necessárias para o Brasil.
Se tu tens entre 16 e 17 anos e ainda não tirou teu titulo, tem até o dia 7 de Maio, não perde tempo! Muda tua cidade pra mudar o Brasil.









Infelizmente não tenho tido tempo de atualizar o Blog como se deve, mas a partir de agora o camarada Adão também vai postar notícias o que certamente vai aumentar a freqüência de atualizações.

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© 2008 Por Giovane D. Zuanazzi , Douglas T. Finger