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Ministério da Saúde em Bem Estar Social capacita 3 mil 212 médicos especialistas



Caracas, 10 Mar. ABN .- Nsta terça-feira, o Ministério do Poder Popular para a Saúde e Previdência Social começou a pós-formação dos médicos hospitalares em diversas especialidades da saúde, com os quais até um total de 3 mil 212 especialistas em formação.

. O titular deste cargo, Jesus Mantilla, argumentou que essas medidas darão resposta a problemas estruturais relacionados com a longa carência de médicos especialistas no país.

A este propósito, considerou que tais decisões refletem o compromisso de trazer soluções para este setor revolucionário.

Mantilla enfatizou que o lançamento formal destas pós-graduações reforça as ações conjuntas com o Hospital Universitário de Caracas para treinar médicos em especialidades como a terapia e adultos emergências.


A este respeito, afirmou: "Esta importante questão (20) os médicos estão indo para fazer uma rotação estágio, o que nos permitirá dar resposta à necessidade, no Maternidad Concepción Palacios.

Mantilla O ministro disse que estas políticas públicas para a formação de recursos humanos atendendo darão respostas estruturais a situação de médicos e permitirá a consolidação do Sistema Público Nacional de Saúde.

Fonte: Agência Bolivariana de Notícias

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Altamiro Borges: mídia distorce a vitória de Chávez




A mídia brasileira, que mais parece uma sucursal dos neocons dos EUA, não engole o presidente Hugo Chávez. Nos editoriais dos jornalões e na "cobertura" das televisões - com exceção para a reportagem imparcial de Rodrigo Viana na TV Record -, o que se viu foi a tentativa de distorcer o resultado do referendo de domingo último, na qual o líder bolivariano obteve a sua 14ª vitória eleitoral em dez anos de governo. Para iludir os ingênuos, ela alardeou que o pleito foi fraudado, que a oposição oligárquica "quase" venceu e que Chávez garantiu "a sua reeleição ilimitada".

Por Altamiro Borges


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O editorial da Folha foi um dos mais deprimentes: "O rolo compressor do bonapartismo chavista destruiu mais um pilar do sistema de pesos e contrapesos que caracteriza a democracia", afirmou - logo ela que implorou pelo golpe militar no Brasil contra o "perigo comunista" e transportou presos políticos para a tortura. A vitória de Chávez no referendo, segundo sua análise enviesada, decorreu do uso do "dinheiro que fluiu copiosamente para as ações sociais do presidente" - ela prefere que o recurso público seja usado no subsídio ao papel de suas impressoras. Animada com "a oposição revigorada e ativa", a Folha aposta na diminuição do "conforto de Hugo Chávez".

O falso rótulo de "ditador"

Outros editoriais revelaram o desconforto da mídia com a vitória de Chávez, num tom bem mais realista do que o rei. Até o "império do mal", agora sob a direção de Barack Obama, procurou suavizar a sua ingerência agressiva, elogiando o processo de consulta democrática. A oposição direitista, que liderou um golpe em abril de 2002, um locaute patronal e várias iniciativas de desestabilização da Venezuela, também reconheceu a derrota. Mas a mídia burguesa, principal "partido do capital", conforme a definição clássica de Antonio Gramsci, ainda esperneia e faz de tudo para manipular a opinião pública. Derrotada nas suas pretensões, ela não perde a pose.

A distorção mais descarada, estampada nas manchetes dos jornais e nas chamadas da TV, é que Chávez bancou "a sua reeleição ilimitada". A manipulação visa carimbar no líder bolivariano o rótulo de "ditador". O referendo, porém, não foi sobre a possibilidade de reeleição do presidente, mas de todos os mandatos. Pela constituição atual, os parlamentares têm direito a duas reeleições - no Brasil não há esta limitação; já os governadores e prefeitos só podem se reeleger uma única vez. A vitória do "si" no referendo garante a possibilidade de reeleição para todos os integrantes do executivo e do legislativo, inclusive os da oposição - e não apenas para Chávez.

Além disso, a emenda constitucional aprovada no referendo não garante a "reeleição ilimitada", mas sim a possibilidade de disputar novamente o cargo. Caso o governante ou deputado frustre as expectativas da sociedade ele poderá ser rejeitado nas urnas. O povo é soberano. O cargo não é vitalício, como insinuam alguns "colunistas" da mídia. Quanto ao uso da máquina pública e do poder econômico, não dá para criticar apenas um dos lados. Os cinco governadores da oposição, filhotes do antigo bipartidarismo oligárquico do país, são mestres no uso da máquina pública. Já a maior parte dos ricos empresários e a mídia golpista nunca desistiram de derrotar Chávez.

A manipulação dos meios privados

No próprio referendo, o poder manipulador da mídia privada venezuelana ficou patente. Segundo pesquisas do Observatório Mundial de Mídia, encomendadas pelo Conselho Nacional Eleitoral, a campanha contra a emenda obteve 71% da cobertura nos veículos de comunicação. Já o "si" teve 29% dos noticiários. "O desequilíbrio informativo, apontado por órgãos que monitoram a mídia, colocou em desvantagem a campanha do bloco revolucionário, o que desmascara o papel de vítima da oposição", criticou Jesse Chacón, chefe de comunicação do Comando Simon Bolívar.

Outra pesquisa, feita pela Entorno Inteligente, constatou que "de cada 100 artigos publicados na mídia impressa, 77 foram a favor do ‘no' e 23 a favor do ‘si'. Quanto às principais cadeias de televisão, o estudo detectou que 73% das matérias foram a favor do ‘no' e 27% a favor do ‘si'; as emissoras mais equilibradas durante a campanha eleitoral foram a Televen e a Venevisión". Para Jesse Chacón, estes dados demonstram que "se houve algum setor privilegiado na campanha, foi o favorável ao no". Ele também criticou a manipulação dos institutos de pesquisa, que apontaram empate técnico no referendo, sendo que a vitória do ‘si' ficou bem acima da margem de erro.

"Péssima notícia para o império"

Diante destes fatos, por que a mídia burguesa faz tanto escarcéu com o resultado do referendo na Venezuela? Pascoal Serrano, num excelente artigo no sitio Rebelion, mostra que esse alvoroço é despropositado. "Vale lembrar que a reeleição sem limitações é reconhecida por 17 dos 27 países que integram a União Européia, sem que haja gerado polêmicas nem que estes sejam acusados de ditadura ou deterioro democrático. Basta lembrar-se de Tage Fritiof, primeiro ministro da Suécia durante 23 anos contínuos; de Helmut Kohl, chanceler da Alemanha por 16 anos seguidos; ou de Felipe Gonzáles, presidente do governo espanhol durante 14 anos sem interrupção".

Para o renomado sociólogo argentino Atílio Boron, o motivo deste alarde é que a nova vitória de Chávez é uma "péssima notícia para o império" e a oligarquia local. "A emenda constitucional que o povo venezuelano aprovou evidencia o desespero dos adversários, de dentro e de fora, da revolução bolivariana. Eles estão conscientes de que a consolidação da liderança de Chávez e a continuidade de seu projeto reforçam os espaços da esquerda na balança política regional... Os publicistas do império e da plutocracia venezuelana afirmaram que a aprovação da emenda significaria que Chávez iria governar indefinidamente. Fiéis a sua tradição, tergiversaram sobre o que estava em discussão, procurando enganar a opinião publica".

Boron lembra ainda que esta mesma imprensa burguesa nada fala sobre o escandaloso processo que garantiu a reeleição de Álvaro Uribe na Colômbia, "mediante ao suborno de deputados que, com o passar do tempo, confessaram o delito... Quanto à nova proposta de re-reeleição de Uribe, os falsos defensores da democracia, que tanto atacam Chávez, não divulgam que ele aprovou seu projeto numa sessão extraordinária, convocada com extrema urgência, à meia noite, diante da quase total ausência da desprevenida oposição. Mas isto é a democracia [para a mídia burguesa]. A de Chávez, que segue todos os passos que manda a legalidade vigente, é ditadura".

Fonte: Vermelho

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Venezuela festeja vitória do 'Sim', oposição admite derrota





O povo da Venezuela saudou com buzinaços, fogos de artifício, música e dança nas ruas de numerosas cidades a vitória do ''Sim'' no referendo deste domingo (15), que permite a reeleição indefinida para cargos executivos. À noite, logo que foram divulgados os primeiros resultados da apuração, milhares de simpatizantes do presidente Hugo Chávez, que propôs a mudança legal, iniciaram a festa que se prolongou pela madrugada.


Em coletiva de imprensa, os líderes de duas das principais facções oposicionistas venezuelanas, Um Novo Tempo (UNT), Omar Barboza Manuel Rosales, e Podemos, Ismael García, reconheceram a derrota. Ambos destacaram o que consideraram uma boa votação do ''Não'' e prometeram ''prosseguir a luta nas ruas''. Chamou a atenção a ausência na coletiva de um representante da AD (Ação Democrática), outra sigla oposicionista, interpretada como sinal de diferenças de visão entre as hostes antichavistas.

Voto ''cívico, democrático e alegre''


Com 94,2% das urnas apuradas, a opção pelo ''Sim'' obtinha 54,4% dos votos válidos. O comparecimento às urnas foi de mais de 70%, excepcionalmente alto em um país onde o voto não é obrigatório.

A presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, cumprimentou ''o povo da Venezuela'' pelo seu ''comportamento cívico, democrático e alegre'' durante a ''jornada extraordinária''. Ela destacou a participação e expressou suas felicitações a todos, tanto vencedores como perdedores.

''Pedimos à opção ganhadora que celebre com orgulho, tranquilidade e sobretudo com generosidade; e àqueles cuja opção não resultou ganhadora que se conduzam com tranquilidade, por esta jornada maravilhosa em que também eles foram protagonistas''.

15 eleições e 14 vitórias em dez anos

Com o resultado deste domingo, os partidários de Chávez somam 14 vitórias nos 15 processos eleitorais (presidenciais, parlamentares, regionais e referendos) realizados nos dez anos desde a vitória do presidente bolivariano. Apenas no referendo da reforma constitucional, em dezembro de 2007, a corrente bolivariana não obteve a maioria, perdendo por 1,6% dos votos.

Para o presidente, o resultado é um mandato para ''continuar a revolução'' iniciada dez anos atrás. ''Quero empenhar minha palavra na luta contra a insegurança nos bairros, a corrupção e a ineficiência'', disse Hugo Chávez ao comentar a vitória no Palácio de Miraflores, referindo-se a alguns dos problemas mais sentidos pelo povo venezuelano..

Fonte: Vermelho

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Sim Vence Na Venezuela... Vitória do Povo da Venezuela


PSUV declara vitória do 'sim' em referendo na Venezuela


O "sim" no referendo para a reeleição na Venezuela registra uma vantagem 'irreversível', segundo pesquisas de boca-de-urna citadas pelo ministro das Finanças e presidente do Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV, no poder), Alí Rodríguez, ao final da votação neste domingo.

"Hoje certamente é um dia de celebração", afirmou Rodríguez em coletiva de imprensa do PSUV.


"Pelo que dizem todas as pesquisas de boca-de-urna, a tendência é irreversível e a resposta que o povo deu é irreversível", afirmou Rodríguez, que pediu que a oposição não dê início a atos de violência e reconheça os resultados.


A presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Tibisay Lucena, anunciou às 18h10 locais (19h40 em Brasília) o encerramento do processo eleitoral deste domingo, em que foi votada a aprovação da emenda constitucional que propõe a reeleição ilimitada para cargos públicos eletivos.


Em seu pronunciamento, Tibisay pediu calma e tranquilidade aos grupos que são favoráveis e contrários à medida, reiterando que "não há vencedores ou perdedores" até que os primeiros resultados oficiais sejam divulgados.


"Neste momento, podemos dizer que há somente um ganhador, que é a Venezuela", acrescentou. A funcionária parabenizou a população pela "demonstração de civismo, democracia e grande comportamento" durante o pleito.


No início da tarde, ela havia indicado que os primeiros boletins oficiais só seriam divulgados duas ou três horas depois do fechamento das urnas.


Com a ordem do CNE, os centros de votação em que não há mais eleitores já estão sendo fechados. Onde há filas, porém, as atividades seguem, como mandam as regras eleitorais venezuelanas.


Em novembro, durante as eleições regionais, os atrasos causaram o adiamento do encerramento da votação, o que gerou desconfiança e críticas da oposição, que fez alertas para o risco de manipulações.


Até que saiam os primeiros números oficiais do CNE, está proibida a divulgação de pesquisas de boca-de-urna.


Ao contrário dos últimos dias, marcados por uma forte tensão e polarização entre simpatizantes do presidente Hugo Chávez e setores críticos a seu governo, a votação ocorreu em clima de tranquilidade. Apenas pequenos incidentes foram registrados.


Segundo o chefe do Comando Estratégico Operacional (CEO), o major-general Jesús González, 80 pessoas foram detidas durante o dia após cometerem crimes eleitorais, dentre os quais a danificação de comprovantes de voto, falsidade ideológica e campanha política ilegal.


O referendo foi acompanhado por cerca de 100 observadores internacionais e 1.200 nomeados pelo governo. Para garantir a segurança do processo, o Exército mandou 140 mil oficiais para as ruas.


No início da tarde, após votar em Caracas, o presidente Chávez pediu respeito ao resultado e disse que o referendo de hoje decidirá seu destino político.


"Todos nós devemos respeitar a vontade soberana de nosso povo. Nós reconheceremos os resultados, quaisquer que sejam eles, assim que forem anunciados pelo CNE", afirmou.


Se a emenda constitucional for aprovada, o mandatário, no poder há 10 anos, poderá tentar o terceiro mandato em 2012. Durante a campanha, em reiteradas vezes ele afirmou que precisa de mais tempo para levar adiante seu projeto bolivariano, cujo objetivo é introduzir na Venezuela o chamado "socialismo do século 21".


A oposição, porém, acusa-o de querer se perpetuar no poder. Além disso, alega que uma medida similar à que foi votada hoje já foi reprovada pelo povo venezuelano em dezembro de 2007. Naquela ocasião, um projeto de reforma constitucional apresentado pelo governo foi rejeitado com 50,7% dos votos.


Para Chávez, o referendo de hoje integra um processo que engloba também o Equador e a Bolívia, países que recentemente aprovaram novas constituições e cujos presidentes, Rafael Correa e Evo Morales, são seus principais aliados na América do Sul.


Segundo ele, a votação "é parte de uma nova doutrina constituinte que está nascendo na América Latina, e que tem o processo venezuelano como vanguarda".


Fonte: Vermelho



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Altamiro Borges: Uma década da revolução bolivariana


Empossado em 2 de fevereiro de 1999, o presidente Hugo Chávez completa 10 anos à frente da "revolução bolivariana" na Venezuela. Sua inesperada eleição, em dezembro de 1998, com 56% dos votos, foi uma resposta à devastação neoliberal e representou duro golpe ao bipartidarismo oligárquico imperante neste país desde 1958 - através do pacto de "Punto Fijo". Ela deu início a uma experiência inédita na América Latina, com a vitória de inúmeros governantes progressistas, antineoliberais, e recolocou na agenda política o debate sobre o "socialismo do século 21".

Nesta uma década, Hugo Chávez, que chegou ao governo sem contar com partidos estruturados e movimentos sociais consistentes, enfrentou enormes obstáculos. Além dos problemas estruturais de um país miserável, ele foi alvo da fúria das elites racistas, das conspirações do imperialismo e do cerco da mídia. Com base no apoio popular e num núcleo nacionalista das forças armadas, ele derrotou o golpe de estado de abril de 2002, o locaute petroleiro de dezembro/janeiro de 2003 e incontáveis iniciativas de desestabilização do seu governo. Segundo pesquisa recente, atuam no país 271 organizações não-governamentais financiadas pelos EUA e com propósitos golpistas.


"A palha e o furacão revolucionário"


Num processo radicalizado, ele insistiu na via democrática, ao contrário do que alardeia a mídia. Hugo Chávez enfrentou e venceu três eleições presidenciais (1998, 2000 e 2006), três referendos constitucionais (dois em 1999 e outro em 2004), quatro pleitos executivos (2000, 2004, 2005 e 2008) e dois legislativos (1999 e 2005). Na mais recente disputa, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) conquistou 17 dos 23 governos estaduais e 233 prefeituras (80% das existentes). Nesta trajetória, ele sofreu apenas uma derrota, no referendo de dezembro de 2007.


A cada nova vitória, Chávez foi firmando sua convicção no projeto bolivariano. "Eu sou apenas uma débil palha arrastada pelo furacão revolucionário", explica. Após derrotar o golpe de 2002, ele exonerou os generais golpistas e acelerou os programas sociais. Com a derrota do locaute, ele demitiu a casta de diretores e gerentes endinheirados e assumiu, de fato, o comando da poderosa empresa de petróleo da Venezuela - a PDVSA. Ele também enfrentou a ditadura midiática, não renovando a concessão pública da RCTV e incentivando rádios e TVs comunitárias. A partir da eleição presidencial de 2006, Chávez anunciou sua idéia híbrida do "socialismo do século 21".


Mudanças políticas radicais


Vários fatores explicam os avanços da revolução bolivariana, com seus ziguezagues e lacunas. A primeira é a radical mudança política no país, com o governo apostando na participação ativa das camadas populares - na chamada democracia protagônica. Através dos comitês bolivarianos, das missiones (programas sociais sob controle da sociedade) e dos conselhos, há um enorme esforço pedagógico para envolver os "excluídos". Na retaguarda deste processo movimentista aparecem as forças armadas. "Nossa revolução é pacífica, mas não é desarmada", enfatiza sempre Chávez.
O debate político na Venezuela é dos mais intensos e democráticos. As sucessivas eleições e as várias instâncias de participação popular procuram superar a fragilidade dos movimentos sociais e a debilidade de um processo centrado num único líder. Nesta empreitada se dá a guerra contra a ditadura midiática. Balanço recente indica que, além dos quatro veículos estatais, hoje já existem 250 rádios comunitárias, 24 emissoras de TV sob controle popular, 300 periódicos alternativos e uma potente rede de internet - de 640 mil usuários em 2002 pulou para 4,142 milhões em 2008.


Avanços no campo econômico


Outro fator determinante para os avanços da revolução bolivariana são as mudanças no terreno econômico. Inicialmente, o processo foi até conservador, cauteloso. Com o tempo, as mudanças ganharam ritmo - com a estatização, de fato, da PDVSA, introdução de tributos sobre ganhos das multinacionais e medidas de controle do fluxo de capitais, entre outras de cunho antineoliberal. Procura-se diversificar a base produtiva do país, que continua muito dependente do petróleo, no que se batizou de econômica endógena. Há também o estímulo às cooperativas e às propriedades sociais. Com base nestas medidas, a economia cresceu em média 11,2% nos últimos cinco anos.


Na fase recente, a revolução bolivariana acelerou o processo de estatização de áreas estratégicas, comprando empresas privadas na telefonia (Cantv), energia (AES), siderurgia (Sidor) e bancos (Santander). A proposta do "socialismo do século 21" ainda é uma peça de propaganda. Diante da grave crise mundial do capitalismo, que afeta duramente o preço e o volume das exportações de petróleo, o governo tenta atrair o chamado setor produtivo. Em julho passado, promoveu um encontro com 300 empresários e lançou um forte programa de subsídios às empresas. Há muita polêmica sobre o lançamento de uma nova NEP, a exemplo do ocorrido na revolução soviética.


A força dos programas sociais


O que dá forte impulso à revolução bolivariana, porém, são os programas sociais implantados nestes 10 anos. Três reportagens recentes - "Uma década de Chávez", da revista Carta Capital; "Chávez, as dez vitórias e a mídia", do jornal mexicano La Jornada; e "A nova Venezuela do presidente Chávez", do periódico francês Le Monde Diplomatique - evidenciam o esforço do governo para melhorar a vida da sua população. A oligarquia racista, a imperialismo e a mídia venal até hoje não entenderam estas mudança. Vale à pena listar alguns dados do período 98-07:


- Miséria extrema: baixou de 20,3% para 9,4%;


- Pobreza: de 50,4% para 33,07%;


- Diferença entre riqueza/pobreza: de 28,1% para 18%;


- Mortalidade infantil: de 21,4 para 13,9 para cada mil nascidos vivos;


- Desemprego; de 16,06% para 6,3%;


- Salário mínimo: de 154 dólares para 286 dólares, o mais alto da América Latina;


- Aumento do poder aquisitivo: 400%;


- Investimento na educação: de 3,38% para 5,43% do PIB;


- Educação básica: de 89,7% para 99,5% das crianças;


- Educação superior: de 21,8% para 30,2% dos estudantes;


- Investimento em saúde: de 1,36% para 2,25% do PIB



Fonte: Vermelho

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Chávez destaca amplo significado do processo de mudanças iniciado em 1999


Caracas, 1 fev (PL) O presidente Hugo Chávez destacou hoje que os primeiros 10 anos do processo de mudanças – construindo o governo e com o povo convertendo-se em poder – não têm precedentes na história da república venezuelana.

Em sua coluna deste domingo, intitulada “Fevereiro, outra vez fevereiro!”, o mandatário sul-americano enfatiza que “Fizemos em dez anos o que não se quis fazer em um século. Na verdade, lhes digo: não é pouca coisa o salto que demos”.

“A Venezuela”, afirmou, passou “de um escuro e diminuído país, subordinado ao império ianque, a ocupar um lugar luminoso de vanguarda nas lutas dos povos do mundo por sua libertação”.

O chefe de estado assinala que, devido à efeméride de amanhã, 2 de fevereiro não será um dia útil, e terá uma programação especial que inclui a celebração de uma Cúpula Extraordinária da Alternativa Bolivariana para os Povos de Nossa América.

“Têm sido dez anos de resistência e de avanços em todos os âmbitos da vida nacional; dez anos nos quais temos marchado de vitória popular em vitória popular, rumo à independência definitiva da Venezuela, para converter nossa Pátria em um País-Potência neste continente”, expressa.

O mandatário venezuelano insiste na importância e significado do referendo do dia 15 de fevereiro, no qual o povo terá a possibilidade de aprovar ou não uma emenda constitucional para a reeleição contínua dos cargos públicos.

“O ‘Sim’ é a chave para abrir os portões de um novo horizonte; o ‘Sim’ é o futuro. O contrário significaria não apenas fechar essa possibilidade, como algo pior: abrir as portas tenebrosas do passado”, ressalta.

“Você, mulher venezuelana, homem venezuelano, jovem venezuelano, tem em suas mãos as chaves”, assegura.

Em sua coluna, Chávez relembrou os acontecimentos vinculados ao mês de fevereiro e brilha ao escrever "outra página gloriosa: o 15 de fevereiro!!".

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Venezuela rompe relações diplomáticas com Israel

Caracas, 14 jan (EFE).- O Governo da Venezuela anunciou hoje que "rompe relações diplomáticas" com Israel, dada a "gravidade das atrocidades contra o povo palestino".

A medida é tomada poucos dias depois de o embaixador israelense em Caracas ter sido expulso do país.

Em comunicado divulgado pela Chancelaria, o Governo venezuelano disse que "insistirá junto à comunidade internacional para que os crimes de lesa-humanidade cometidos" por Israel "sejam denunciados no Tribunal Penal Internacional".

"O Governo da República Bolivariana da Venezuela torna pública, perante os povos e Governos do mundo, sua indignação pelo reiterado desacato e desconhecimento do Estado de Israel das resoluções do Conselho de Segurança da ONU", diz a nota.

O texto acusa ainda Israel de se colocar "cada vez mais à margem do direito internacional" e diz que "o comportamento infame do Governo israelense se traduziu em 19 dias contínuos de bombardeios, no assassinato de mais de mil pessoas, e na destruição da infra-estrutura de Gaza".

"Uma catástrofe humana está acontecendo perante os olhos do mundo inteiro", disse o Governo venezuelano no comunicado, no qual anunciou a ruptura de relações com Israel, poucas horas após que fizesse o mesmo o presidente da Bolívia, Evo Morales.
Fonte: EFE

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Chávez diz que revolução cubana é 'mãe' de movimentos de libertação



O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, declarou nesta quinta-feira (1º) que a Revolução Cubana, que completou hoje 50 anos, é a 'mãe' de todos os movimentos de libertação na América Latina.Para homenagear a data, Chávez realizou uma cerimônia oficial e levou flores e uma bandeira cubana para a sepultura de Simón Bolívar, no Panteão Nacional de Caracas. Para o presidente, a revolução representou 'vanguarda da dignidade dos povos' do continente.

Chávez fez um discurso lembrando do fim da ditadura do general Marcos Pérez Jiménez na Venezuela, que foi causada por um movimento totalmente inspirado pela revolução cubana que, um ano depois, derrubou o ditador Fulgencio Batista.O presidente venezuelano ressaltou, entretanto, que aqueles que o precederam no governo 'traíram o povo', ao contrario do que aconteceu em Cuba. Para Chávez, os seus predecessores no poder não passavam de 'marionetes' dos Estados Unidos.Um dos comandantes da revolução em Cuba, Ramiro Valdés, e o embaixador cubano em Caracas, Germán Sánchez, compareceram à cerimônia.


Fonte: EFE

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Enquanto isso...

O governo da Venezuela expressou neste domingo (28) sua "profunda indignação" com o "criminoso ataque" de Israel à Faixa de Gaza e pediu à comunidade internacional para "empreender uma campanha em massa de rejeição a estas infames ações violentas".
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela manifestou sua "solidariedade para com o povo palestino", e acusou o governo do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de ser o "único cúmplice" do ataque.
Caracas destacou que a posição oficial de Washington de que "para que acabe a violência na região (de Gaza) devem cessar os ataques a Israel (...) poderia constituir o invariável 'selo de ouro' da criminosa gestão do Governo dos EUA" que deixa o poder.
O governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, desafiou "a ONU a exercer sua autoridade e aplicar as múltiplas resoluções adotadas em favor do povo palestino e contra a violência de Estado praticada pelo Governo de Israel".
Isso, por considerar que é o "único caminho para garantir uma paz duradoura e o fim de fatos como estes, que são absolutamente contrários à Carta das Nações Unidas e às demais normas internacionais".

Fonte: G1

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PSUV sai fortalecido das eleições regionais venezuelanas


O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) venceu as eleições regionais em 17 dos 22 estados venezuelanos onde houve eleições regionais neste domingo (23). Com a participação de 65,45% dos eleitores, o partido criado pelo presidente Hugo Chávez se consolidou como a principal força política do país e fortaleceu a democracia no país.
O percentual de eleitores que foram às urnas neste domingo é recorde na história do país, tratando-se apenas de pleitos regionais. De acordo com o boletim divulgado no início desta segunda-feira (24) pelo Tribunal Eleitoral do país, o PSUV venceu as eleições nos seguintes estados, com os seguintes percentuais de votos válidos:

Yaracuy (57.46%)
Delta Amacuro (55.54%)
Vargas (61.56%)
Apure (56.48%)
Barinas (49.63%)
Bolívar (46.58%)
Cojedes (51.53%)
Falcón (55.27%)
Guárico (52.08%)
Lara (73.15%)
Mérida (54.62%)
Aragua (58.56%)
Monagas (54.69%)
Portuguesa (57%)
Trujillo (59.47%)
Sucre (56.08%)
Anzoátegui (55.06%)


Ainda de acordo com os dados divulgados nesta madrugada, os partidos de oposição ao governo Chávez foram vitoriosos nos seguintes estados:

Zulia (53.59%)
Miranda (52.56%)
Nueva Esparta (57.64%)
Táchira (49.54%)
Carabobo (47.72%)


O PSUV recuperou o comando dos estados de Trujillo, Aragua, Guárico e Sucre de dissidentes chavistas. O governo manteve ainda Barinas, terra natal do líder e onde seu irmão, Adán Chávez, concorreu.
A oposição manteve os dois estados ganhos nas últimas eleições regionais, há quatro anos, e venceu na área metropolitana de Caracas, que é densamente povoada, além de obter a prefeitura da capital. Eles governarão 6,6 milhões dos 24 milhões de habitantes do país.


Chávez e a democracia


''Hoje, a vitória é da Venezuela. O caminho democrático escolhido pelo povo é ratificado'', afirmou Chávez em um discurso após a divulgação dos resultados. O presidente apontou o comparecimento recorde dos eleitores nos últimos anos como um sinal de que a democracia do país é saudável. ''Quem pode dizer que há uma ditadura na Venezuela?'', indagou. Ele ressaltou ainda que as instituições venezuelanas estão em pleno funcionamento, apesar das denúncias de fraudes levantadas pela oposição. ''Nós respeitamos a decisão do povo. Foi ratificado o caminho democrático que o povo escolheu, e não é a democracia de antes, de elite, restrita, que não foi uma verdadeira democracia'', afirmou.
Ao falar sobre a derrota do PSUV em algumas localidades importantes, Chávez fez menção novamente à importância de ser reconhecer a vontade da maioria. ''Quero felicitar os triunfadores dos partidos de oposição. Eu reconheço sua vitória e faço um chamado em nome do mais alto compromisso democrático'', disse.
O governador eleito de Zulia, Pablo Pérez, pediu a colaboração de Chávez e prometeu parceria. ''Vamos trabalhar com o Governo Nacional, o que nos importa é o estado de Zulia'', disse. O prefeito eleito do município Metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, afirmou que governará com amplitude.''É tempo de unidade'' falou o prefeito eleito, que dedicou sua vitória aos mais humildes.


Fonte: Vermelho

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Chávez diz que unilateralismo se acabou...

...e passou à história.

O estadista lamentou que o unilateralismo deixará seqüelas durante longo tempo, sobretudo para os que acreditaram cegamente no fundamentalismo do mercado. "Nós não", disse.

"Outra potência mundial, como a Rússia, é a China. Enfim, o mundo multilateral está no horizonte. Como expressou Putin em nosso encontro de três horas: abrem-se novas perspectivas", acrescentou.


"Esse horizonte, é uma nova geopolítica mundial que está em marcha. E está tão rápida como nós na Venezuela", agregou.


"Em nosso país temos uma expressão popular para dizer que temos que nos apressar: 'calça os patins e vamos embora' ", comentou.


"Tanto é assim", explicou, "que há apenas dois meses eu estava em visita a Moscou e já regressei a Rússia. Há menos de uma semana estava em Caracas o vice-primeiro ministro russo, Igor Sechin, e agora estamos aqui, trabalhando junto com ele".

Chávez recordou que, dentro de dois meses, entrará em sessão em Caracas a Comissão Inter-governamental de Alto Nível (CIAN), encabeçada por Sechin e o vice-presidente venezuelano Ramón Carrizales.

"Caminhamos rápido, como dizem nossos jovens, nós calçamos os patins do socialismo", enfatizou o líder sul-americano.

"A juventude socialista venezuelana inventou um lema: calça os sapatos do socialismo. Agora desde a Rússia nós dizemos: calcem os sapatos da nova geopolítica mundial. É o mundo em equilíbrio de que falaram Simón Bolívar e José Martí", concluiu o presidente.


fonte: www.vermelho.org.br

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